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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Por que voltaste?


Tu partiste, Por Deus não deverias ter voltado

Pois abalaste os pilares de minha ostentação

Abrindo ferida que a outrora tens me causado

Pirando-me a cabeça queimando-me a paixão

Tu partiste, levara consigo minha bela aurora

Todo Meu azul do céu meu jardim meu chão

Voltar-te deveras não trouxeste nada agora

A não ser amargura, sofrimento e solidão.

Voltar-te e aos teus olhos me pedira perdão

Como posso eu dar-te o que me levar-te

Deixaste-me sobre a relva a contemplar-te

O vento frio da noite que uiva amarga solidão

Como posso eu oh! Virtuoso Deus perdoar-te

Se tudo que deixar-te foi um vazio no coração

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Amor idolatrado



Se eu proclamo e julgo maior o meu amor

E faço dele ícone de intensa idolatria

É por que sou um ilustre trovador

E não um anormal cheio de hipocrisia

Se eu contemplo e exclamo com fervor

Maior virtude caro amigo, não teria

Se os sonhos me fazem um pensador

Se vós sonhasse quem sabe entenderia


Se eu idolatro um amor puro conturbado

É por que vós me obriga a ser assim

É tiro, morte e pancada pra todo o lado

É sofrimento é dor uma agonia sem fim

Então não critique meu amor idolatrado

E ame o próximo e seja sensato enfim.

domingo, 15 de agosto de 2010

"Desengano"



Sangrei o meu coração nos raios da aurora
Percebo que tudo não passou de ilusão...
Em ruma de ruínas esta meu castelo agora
Com ele na profundeza ficou meu coração

Efêmera tempestade em dilúvio de outrora
Perdi a boa circunspecção, perdi a razão...
Que faço agora com minha alma que chora
Perdido as sombras no labirinto da paixão.

Alcei vôo, belo era o alvor, agora só o luar
Fauno, emissário anuncia a minha tristeza
Sobre a relva olho para o céu a contemplar

O que fez a poesia, sem essência da beleza
Eu, que tanto idolatrei a essência de amar
Hoje decepcionado não tenho tanta certeza